FAQ - Make/Integromat
Esta seção reúne as principais dúvidas sobre a integração entre Make e Asaas.
O Make, anteriormente conhecido como Integromat, permite criar automações entre o Asaas e outros sistemas, como planilhas, formulários, CRMs, bancos de dados, ferramentas de comunicação e plataformas de produtividade.
Além das perguntas mais frequentes, esta página apresenta comportamentos importantes, limitações e recomendações para utilização dos cenários com o Asaas.
Regras importantes da integração
Antes de utilizar o Make com o Asaas, considere que:
- as ações executadas pelo Make utilizam a conta Asaas vinculada à API Key configurada;
- o ambiente selecionado no Make deve corresponder à API Key utilizada;
- cenários ativos podem criar clientes, cobranças, assinaturas ou parcelamentos automaticamente;
- falhas em módulos intermediários podem interromper a execução do cenário;
- chamadas realizadas pelo Make continuam sujeitas aos limites e regras da API do Asaas;
- integrações que criam registros devem possuir validações para evitar duplicidade;
- alterações em planilhas, formulários ou sistemas conectados podem impactar diretamente as operações criadas no Asaas.
Configurações e parâmetros importantes
| Configuração | Finalidade |
|---|---|
| API Key | Credencial utilizada para autenticar as chamadas ao Asaas |
| Environment | Define se o cenário utilizará Produção ou Sandbox |
| Conexão Google | Permite acessar planilhas e arquivos do Google Drive |
| Módulo Asaas | Define qual operação será executada no Asaas |
| Módulo API | Permite realizar chamadas diretas para endpoints da API do Asaas |
| Filtros e rotas | Controlam o caminho do cenário conforme os dados processados |
| Agendamento | Define quando ou com qual frequência o cenário será executado |
| Tratamento de erros | Define como o cenário se comportará em caso de falha |
ImportanteA API Key utilizada deve pertencer ao mesmo ambiente selecionado no Make. Uma chave de Sandbox não deve ser utilizada em Produção, e uma chave de Produção não deve ser utilizada em Sandbox.
O Make é uma integração oficial do Asaas?
Sim.
O Asaas possui integração com o Make, permitindo automatizar operações utilizando módulos prontos e, quando necessário, chamadas diretas para a API do Asaas.
Dependendo do recurso utilizado, o cenário pode utilizar:
- módulos nativos do Asaas no Make;
- módulos de outros sistemas, como Google Sheets, Gmail ou Slack;
- módulos de chamada API para acessar endpoints específicos.
Preciso saber programar para usar o Make?
Não necessariamente.
O Make permite criar automações visuais utilizando cenários, módulos, filtros e rotas condicionais.
No entanto, dependendo da complexidade da integração, pode ser necessário compreender conceitos como:
- autenticação via API Key;
- estrutura dos dados enviados;
- campos obrigatórios da API;
- tratamento de erros;
- validação de duplicidade;
- uso de chamadas HTTP/API.
O Make substitui uma integração própria via API?
Depende do cenário.
O Make é indicado para automatizações, integrações rápidas e fluxos operacionais sem necessidade de desenvolvimento avançado.
Uma integração própria pode ser mais indicada quando a operação exige:
- alto volume de requisições;
- regras de negócio muito específicas;
- controle avançado de idempotência;
- processamento assíncrono próprio;
- arquitetura personalizada;
- monitoramento centralizado pela aplicação.
RecomendadoPara fluxos simples ou validação inicial de processos, o Make pode acelerar bastante a implementação. Para operações críticas ou de grande escala, avalie se uma integração própria via API é mais adequada.
É possível usar Sandbox no Make?
Sim.
É possível configurar cenários utilizando o ambiente Sandbox do Asaas.
Para isso, selecione o ambiente Sandbox no Make e utilize uma API Key gerada nesse mesmo ambiente.
RecomendadoAntes de ativar cenários em Produção, teste o fluxo completo em Sandbox, validando criação de clientes, cobranças, assinaturas, parcelamentos, split e notificações esperadas.
Quais operações do Asaas posso automatizar pelo Make?
A integração pode ser utilizada para automatizar operações como:
- criação de clientes;
- consulta de clientes;
- criação de cobranças;
- criação de cobranças com split;
- criação de assinaturas;
- criação de parcelamentos;
- envio de notificações;
- integração com planilhas, formulários, CRMs e bancos de dados.
Algumas operações podem exigir o uso do módulo de chamada API, principalmente quando não houver um módulo específico pronto no Make para o recurso desejado.
Posso criar cobranças a partir de uma planilha?
Sim.
Esse é um dos cenários mais comuns de uso do Make com o Asaas.
Um fluxo típico é:
Nova linha no Google Sheets
↓
Make identifica os dados
↓
Consulta se o cliente já existe no Asaas
↓
Cria o cliente, se necessário
↓
Cria a cobrança
↓
Registra ou notifica o resultadoEsse modelo pode ser adaptado para formulários, CRMs, bancos de dados ou outras origens de dados.
Posso criar assinaturas pelo Make?
Sim.
É possível criar assinaturas no Asaas a partir de dados recebidos em planilhas, formulários ou outros sistemas conectados ao Make.
Após a criação da assinatura, as cobranças recorrentes passam a ser geradas conforme a configuração definida no cenário.
AtençãoExecuções repetidas do mesmo cenário podem criar assinaturas duplicadas caso não existam validações adicionais.
Posso criar parcelamentos pelo Make?
Sim.
É possível criar cobranças parceladas no Asaas utilizando informações enviadas por planilhas ou outros sistemas conectados ao Make.
Normalmente, o cenário precisa receber dados como:
- cliente;
- valor total;
- quantidade de parcelas;
- vencimento inicial;
- dados de split, quando aplicável;
- referência interna da operação.
É possível utilizar split de pagamentos no Make?
Sim.
O split pode ser utilizado em cenários que criam cobranças, assinaturas ou parcelamentos, desde que os dados enviados respeitem as regras do recurso no Asaas.
Dependendo do template ou módulo utilizado, pode ser necessário configurar o split através de uma chamada direta para a API do Asaas.
ImportanteAntes de utilizar split em Produção, valide se os dados de distribuição estão corretos e se as contas envolvidas estão aptas a receber os valores.
Como evitar clientes duplicados?
A API permite a criação de clientes duplicados.
Por isso, o cenário deve consultar previamente se o cliente já existe antes de criar um novo cadastro.
As estratégias mais comuns são:
- buscar o cliente por CPF/CNPJ;
- utilizar uma referência interna;
- armazenar o ID do cliente criado;
- reaproveitar o cadastro existente nas próximas execuções.
Fluxo recomendado:
Receber dados do cliente
↓
Consultar cliente no Asaas
↓
Cliente existe?
↓
Sim → usar ID existente
Não → criar novo clienteComo evitar cobranças, assinaturas ou parcelamentos duplicados?
O Make não implementa idempotência automaticamente.
Para evitar duplicidades, recomenda-se:
- utilizar referências internas;
- registrar o ID retornado pelo Asaas;
- validar se a operação já foi criada;
- impedir reprocessamento da mesma linha ou evento;
- configurar filtros no cenário;
- monitorar execuções com erro antes de reenviar dados.
AtençãoReexecutar manualmente um cenário sem validação pode criar novas cobranças, assinaturas ou parcelamentos.
O que acontece se um módulo do cenário falhar?
Quando um módulo falha, o cenário pode ser interrompido antes de concluir todas as etapas.
Exemplo:
Nova linha identificada
↓
Cliente criado
↓
Falha ao criar cobrança
↓
Cenário interrompidoNesse caso, pode existir um cliente criado sem a cobrança correspondente.
Por isso, recomenda-se monitorar os logs do Make e configurar tratamento de erros para cenários críticos.
As notificações do Asaas são enviadas normalmente?
Sim.
Se a operação criada no Asaas estiver configurada para enviar notificações, elas poderão ser disparadas normalmente, inclusive em cenários criados pelo Make.
Isso depende das configurações da cobrança, cliente, assinatura ou conta Asaas utilizada.
AtençãoEm Produção, cobranças criadas automaticamente podem gerar notificações reais aos clientes.
Posso usar webhooks do Asaas com o Make?
Sim.
O Make pode receber eventos externos através de webhooks.
Esse modelo é útil quando o cenário precisa reagir a eventos do Asaas, como:
- pagamento confirmado;
- cobrança vencida;
- Pix recebido;
- assinatura cancelada;
- estorno;
- atualização de cobrança.
Fluxo típico:
Evento ocorre no Asaas
↓
Webhook é enviado para o Make
↓
Make processa o evento
↓
Make executa ações em outros sistemasO Make respeita os limites da API do Asaas?
Sim.
As chamadas realizadas pelo Make continuam sujeitas aos limites, regras e validações da API do Asaas.
Isso significa que cenários com grande volume de execuções podem receber erros relacionados a limite de requisições, dados inválidos ou regras de negócio da API.
RecomendadoEm cenários com alto volume, utilize agendamento, filtros e controle de execução para evitar chamadas desnecessárias.
Quais são os erros mais comuns?
API Key inválida
Pode ocorrer quando a chave informada está incorreta, expirada, copiada parcialmente ou pertence a outro ambiente.
Ambiente incorreto
Ocorre quando o cenário está configurado em Sandbox utilizando uma chave de Produção, ou o contrário.
Cliente duplicado
Pode ocorrer quando o cenário cria clientes sem consultar previamente se o cadastro já existe.
Cobrança duplicada
Pode ocorrer quando a mesma linha, formulário ou evento é processado mais de uma vez.
Campos obrigatórios ausentes
Pode ocorrer quando a origem dos dados não possui todas as informações necessárias para criar cliente, cobrança, assinatura ou parcelamento.
Erro no split
Pode ocorrer quando os dados de distribuição são inválidos ou incompatíveis com as regras da operação.
Cenário interrompido
Pode ocorrer quando algum módulo falha e não há tratamento de erro configurado.
Estrutura da planilha alterada
Pode ocorrer quando colunas são removidas, renomeadas ou reorganizadas sem ajustar o cenário no Make.
O que devo validar antes de ativar um cenário em Produção?
Antes de ativar um cenário em Produção, valide:
- ambiente configurado;
- API Key utilizada;
- origem dos dados;
- campos obrigatórios;
- regras de duplicidade;
- filtros e rotas;
- dados de split, quando houver;
- comportamento em caso de erro;
- notificações enviadas aos clientes;
- logs de execução;
- permissões das contas conectadas.
Boas práticas
Recomendado
- Teste os cenários em Sandbox antes de utilizar em Produção.
- Utilize a API Key correspondente ao ambiente correto.
- Monitore os logs de execução do Make.
- Configure tratamento de erros.
- Utilize filtros para evitar duplicidade.
- Armazene IDs retornados pelo Asaas.
- Evite expor API Keys em planilhas, campos públicos ou logs.
- Documente internamente os cenários mais importantes.
- Revise os cenários após alterações em planilhas, formulários ou sistemas externos.
Conteúdos relacionados
Para continuar a implementação, consulte:
- Make/Integromat;
- Vantagens e funcionalidades;
- Templates;
- Criar uma cobrança avulsa a partir de uma linha no Google Sheets;
- Criar uma assinatura a partir de uma linha no Google Sheets;
- Criar um parcelamento a partir de uma linha no Google Sheets;
- Autenticação da API;
- Webhooks;
- Limites da API;
- Split de pagamentos.
